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Três detentos fogem do Presídio Estadual de Cruz Alta

Brigada Militar faz buscas na região

Na madrugada desta terça-feira (19), três detentos do Presídio Estadual de Cruz Alta fugiram, segundo informações da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Eles estavam na mesma cela, junto com outros cinco presos, e usaram garfos e facas para abrir um buraco no teto e escaparam pelo telhado.

O alarme do presídio chegou a disparar quando os detentos passaram pelo muro. Um carro aguardava eles do lado de fora. Segundo a Susepe, o veículo usado na fuga foi encontrado queimado.

Nome dos fugitivos: Ezequiel David Trindade, Cristian Vieira, José Felipe de Oliveira

RDPlanalto

 

Em 50 dias, 43 apenados fugiram de presídios estaduais no Rio Grande do Sul

Em 50 dias, 43 apenados fugiram de presídios estaduais do Rio Grande do Sul. A última delas foi registrada na madrugada desta terça-feira, 19, no Presídio Estadual de Cruz Alta, na região Norte do Estado. Três homens conseguiram escapar pelo teto da casa prisional e pularam próximo a uma guarita que estava desativada. Segundo a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), todos estavam na mesma cela, junto com outros cinco presos.

Com garfos e facas eles abriram o buraco para conseguirem acessar o lado externo. O alarme chegou a disparar, quando eles ultrapassaram o muro da casa prisional, porém eles já haviam embarcado em um automóvel que os aguardava. Também foram localizadas chaves de fenda, alicates e uma barra de ferro.

O diretor do Departamento de Segurança e Execução Penal, Cristiano Fortes, diz que de dezembro a março – devido as festas de fim de ano e ao intenso calor – as fugas são constantes.

Estatisticamente, é quando a Susepe tem elevação nos números. “Em 2018 tivemos 158 registros no ano. Em 2017, 185. Em 2016, 166. Hoje estamos enfrentando uma grande dificuldade herdada pelos governantes que passaram e não investiram na área. Atualmente, temos uma população carcerária de mais de 40.600 presos”, detalha. Ele frisa que todos os que conseguem escapar são recapturados, ainda que não seja imediatamente.

De acordo com Fortes, as fugas passam pela estrutura precária e também pela falta de agentes penitenciários. “Temos um planejamento de engenharia em andamento, para que possamos melhorar a situação dos presídios. Para os próximos anos a estimativa é que sejam criadas 5,3 mil vagas, com ampliações e construções de novos prédios”, expressa o diretor.

No próximo mês deve ser inaugurada a casa prisional de Bento Gonçalves, na Serra, com 400 vagas. Em Sapucaia do Sul, na região Metropolitana, também terá um presídio com 600 espaços. E, em Alegrete, na Fronteira, mais 450.

A operação Pente Fino, inédita no sistema prisional gaúcho, foi desencadeada no início da nova gestão para garantir a ordem e prevenir as fugas. “Ela foi estruturada para atender de forma ampla a segurança no interior dos presídios. Conseguimos evitar muitas ações criminosas através da ofensiva. Ela será permanente, em todo o Estado. Nesta terça-feira, fizemos em São Borja e nos 100 dias de trabalho faremos um balanço estatístico de tudo o que conseguimos apreender.” 

Deficit histórico

A falta de vagas no sistema penitenciário é histórica. Hoje, o deficit é de 15 mil vagas. Faltam também agentes penitenciários. Fortes revela que em abril será formada a primeira turma, com 125 servidores. Ao longo do ano, a ideia é que outros 300 sejam chamados.

“Esse governo está priorizando o número de vagas. Trabalhamos forte nesse sentido porque entendemos que é o ponto principal para garantirmos a segurança da sociedade. O chamamento dos concursados também é nosso foco”, expressa Fortes.

Conforme o diretor, um setor que funciona 24 horas para atender a demanda da Polícia Civil e Brigada Militar foi instituído. “Estamos empenhados em priorizar a abertura de vagas e não deixar presos em delegacias. Temos o problema que o Judiciário interditou todas as casas prisionais da região Metropolitana devido a superlotação e falta de investimentos, mas há necessidade da abertura de algumas exceções e contamos com o entendimento de algumas Varas de Execuções Criminais (VECs)”, afirma.

As fugas registradas

Além da fuga em Cruz Alta na madrugada, outras três ocorreram no Estado. Na madrugada do domingo, 13 presos conseguiram fugir do Presídio Estadual de Erechim, na região Norte. Quatro deles foram recapturados em um matagal que há nas proximidades.

Em Passo Fundo, também no Norte do Estado, ocorreu a maior fuga até o momento. Dezessete apenados do regime fechado escaparam do Presídio Regional de Passo Fundo. Criminosos invadiram a casa prisional com uma caminhonete S10. Apenas quatro estão foragidos, os demais foram recapturados.

Já em Bento Gonçalves, na Serra, 10 detentos do albergue do Presídio Estadual do município abriram um buraco na parede e fugiram. A ação foi no dia 8 de fevereiro.

Monitoramento evita fugas

As operações constantes e o monitoramento dos agentes da Susepe também evitam muitas ações criminosas. Como, por exemplo, a suspeita de motim no Presídio de Vacaria, no dia 29 de janeiro. O Grupo de Ações Especiais (Gaes) interveio após receber a informação de que detentos estavam articulando uma tentativa de fuga em massa e resgate de apenados.

No Presídio Estadual de São Borja, no dia 11, a mesma situação. Depois do setor de inteligência alertar que uma fuga poderia ocorrer, uma revista foi feita em uma cela com 12 presos. Nela, uma corda de pano, chamada de jiboia, foi apreendida. Ela possivelmente seria utilizada para a execução do plano.

Antes disso, no Presídio de Espumoso, foi localizado um túnel de 1m20cm por 1m20cm, com abertura de 50 centímetros, que tinha como destino o pátio externo. Os servidores notaram movimento suspeito em uma das celas, quando encontraram sob as lajotas do banheiro a construção. Quinze pessoas estavam no espaço. Cinco foram identificados como líderes da tentativa de fuga.

Correio do Povo.

Matéria publicacada em 19/02/2019
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