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Aumento de casos de dengue e zika contraídos no RS preocupa Secretaria de Saúde, Panambi esta na lista

Confirmação de registros autóctones, contraídos dentro do Estado, faz com que aumente chance de que outras pessoas se contaminem

O número de casos confirmados de dengue e zika vírus contraídos dentro do Rio Grande do Sul em 2019 preocupa a Secretaria Estadual de Saúde. Há receio de que, com a confirmação de casos autóctones, mais pessoas acabem se contaminando pelas doenças nos próximos meses.

O último boletim divulgado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), com dados até 16 de fevereiro, confirma 17 casos de dengue, sendo quatro autóctones. Os casos contraídos no Estado ocorreram em Erval Seco e Marau, no Norte, e em Panambi e Cândido Godói, no Noroeste. Além disso, na terça-feira (26), um caso autóctone de zika vírus foi confirmado em Gravataí. No mesmo período do ano passado, havia apenas um registro de dengue, importado, e nenhum de zika vírus.

O número contrasta com o que foi divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ministério da Saúde: em boletim, a pasta informou que houve crescimento de 146% no número de casos de dengue no Rio Grande do Sul, passando de 26 casos para 64. Questionado, o governo estadual disse não reconhecer os números e não saber a fonte do Ministério da Saúde para os dados.

A chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do CEVS, Tani Ranieri, explica que, sempre que a doença é contraída dentro do Estado, a chance de haver novos casos aumenta consideravelmente. O mosquito Aedes aegypti transmite a doença depois de picar uma pessoa infectada.

— Este número de casos autóctones acende um alerta. À medida em que começamos a ter casos de doenças transmitidas pelo Aedes dentro do Estado, cresce muito a chance de que outras pessoas sejam infectadas. No caso da dengue, se a pessoa já tiver tido a doença em outro momento, fica ainda mais grave — detalha.

Sempre que os casos autóctones são confirmados, equipes da Vigilância em Saúde dos municípios realizam uma espécie de “bloqueio” em torno de locais por onde o doente circula, como residência e trabalho. Além de ser feita dedetização, agentes procuram por possíveis criadouros do mosquito.

O alto número de casos de 2019 na comparação com a mesma época de 2018 é atribuído ao calor forte e umidade. No ano passado, houve estiagem no período, enquanto, em 2019, há altas temperaturas e períodos de chuva.

Tani Ranieri destaca que o trabalho de contenção do mosquito Aedes aegypti não é feito somente pelo Estado e prefeituras. Os moradores também devem ajudar no combate à proliferação do mosquito:

— Nós não temos, hoje, número de pessoas suficiente, nem no Estado, nem no município, para fazer a fiscalização de todas as residências. Fazemos este trabalho, mas ele é permanente. As pessoas e empresas devem fazer sua parte e tomar cuidado todos os dias, evitando acúmulo de água, que facilita a sobrevivência do mosquito.

São 321 municípios gaúchos considerados infestados pelo mosquito, o que equivale a 64,5% do total. No começo do ano, um repasse de R$ 4,5 milhões foi encaminhado aos municípios infestados pelo mosquito — o valor da verba varia de acordo com a população.

Prevenção

Com hábitos diurnos, o mosquito Aedes aegypti tem, em média, menos de um centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, cabeça e corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, onde deposita os ovos. A Secretaria Estadual de Saúde faz recomendações para evitar a reprodução do mosquito:

Tampar caixas d’água, tonéis e latões.

Guardar garrafas vazias viradas para baixo.

Guardar pneus sob abrigos.

Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia.

Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises.

Manter lixeiras fechadas.

Manter piscinas tratadas o ano inteiro.

Fonte: Gaúcha ZH

Matéria publicacada em 28/02/2019
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