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Anvisa orienta pessoas para não pararem de usar remédios contra hipertensão de lotes recolhidos

Anvisa orienta pessoas para não pararem de usar remédios contra hipertensão de lotes recolhidos

Mesmo depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgar na quarta-feira (08) o recolhimento de 200 lotes de remédios reguladores de pressão arterial por conta de impurezas cancerígenas, a instituição reforçou que as pessoas com hipertensão não devem parar de tomar os remédios até que tenham outro em mãos. Os medicamentos que tiveram lotes recolhidos são o losartana — o segundo mais vendido no Brasil — e o valsartana. A lista completa pode ser consultada no site da agência.

Segundo a Anvisa, as impurezas, chamadas de nitrosaminas e encontradas nos princípios ativos conhecidos como “sartanas”, têm potencial ínfimo de causarem câncer. Nessas condições, autoridades europeias calcularam que o risco de câncer associado ao consumo contínuo do medicamento é de 0,00017%, ou um caso para cada grupo de 6 mil pessoas. Portanto, o risco é muito baixo e está associado ao consumo diário e contínuo, em altas doses e por longo período. Por isso, os pacientes não devem se alarmar ou fazer mudanças nos seus tratamentos sem antes consultar um médico ou um farmacêutico.

O recolhimento determinado pela Agência atinge apenas lotes específicos de medicamentos, estratégia adotada em diversos países para os mesmos produtos. Desde julho de 2018, a Anvisa tem realizado publicações e ações alinhadas com agências do mundo inteiro, tais como a Agência de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos da América (FDA) e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), visando a segurança da saúde da população e a qualidade dos produtos consumidos.

No Brasil, além do recolhimento de lotes de medicamentos, as ações da Anvisa incluem a suspensão da fabricação, importação, distribuição, comercialização e uso dos insumos farmacêuticos ativos com suspeita de contaminação. No total, foram efetuadas 14 suspensões de três insumos (losartana, valsartana e irbesartana) de dez fabricantes internacionais. Também foi determinada a fiscalização de todas as empresas fabricantes de medicamentos contendo “sartanas” disponíveis no mercado brasileiro. Até o momento, foram avaliadas 29 empresas e 111 medicamentos comercializados em 2018.

A Anvisa ainda determinou a avaliação dos processos de qualificação dos fornecedores para os medicamentos à base de “sartanas” e a realização de testes para os produtos com insumos farmacêuticos ativos com possível formação de nitrosaminas durante a sua síntese química, entre outras medidas.

Fonte: Gaúcha ZH

 

 

Matéria publicacada em 13/05/2019
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