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Meu corpo está paralisando estou ficando sem os movimentos

Luciana relata os momentos de angústia que passou ao ser diagnosticada com um AVC, desde perder o movimento do braço, até quando seus olhos paralisaram

A descrição do que seriam momentos perfeitos: um feriado prolongado para aproveitar ao lado da família, assistir filmes, passear, sem se preocupar com trabalho, e-mails ou ligações para clientes. Tudo parecia perfeito para Luciana Rodrigues Fontoura, de 37 anos, naquela Sexta-feira Santa. Até que começou a sentir um leve desconforto no braço, a voz embargou, os pensamentos ficaram lentos.

Mãe de Matias Fontoura Pollo e Yuri Fontoura, ela estava com sua saúde de “vento em popa”, realizava atividades físicas, cuidava da sua alimentação e, mesmo assim, estava prestes a ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Relembrando o dia em que renasceu, Luciana revela ter acordado com uma sensação diferente, um desconforto no pescoço e na cabeça, mas não chegava ser uma dor.

“Depois de um tempo, comecei a sentir dores e fui ignorando, foi passando o dia a e dor continuava, mas eu não dei importância. Era por volta das 19h e fomos ver um filme, a gente comeu pipoca, conversamos, rimos, estava tudo bem. No que acabou o filme sentei no sofá e senti meu braço direito dormente, ele estava como se tivesse cansado, pesado e perdi a força. Comentei com meu esposo Renato Pollo, e quando terminei de falar senti que minha voz estava arrastada e meu cérebro estava bem lento. Neste momento, meus pensamentos vinham, mas tudo em câmera lenta”, conta.

Ao ouvir os sintomas de Luciana, Renato teve a atitude rápida de levá-la para o pronto socorro, enquanto isso, ela continuava a ver o tempo passar lentamente sem reação alguma. Ao chegar ao Hospital Municipal, a pessoa que atendeu Luciana mediu sua pressão e constatou estar altíssima (22×16).

“Foi aí que percebemos que eu estava tendo um AVC, nunca tive pressão alta, sempre cuidei da minha alimentação, não tenho diabete, faço atividades físicas, sempre me mantenho ativa. O fator de risco? Acreditamos hoje, que seja hereditário, minha mãe morreu de pressão alta quando teve um AVC também”, explica.

Rapidamente o médico prescreveu um medicamento sublingual para baixar a pressão e tentar controlar a situação. Porém, os sintomas continuavam a aumentar em Luciana. “Foi quando tive mais dois sintomas que me deixaram muito preocupada, que senti que algo muito sério estava acontecendo. Minhas duas pernas começaram a amortecer e começaram a formigar e a sensação veio subindo pelo corpo, como se tivesse tomado conta”.

Na hora eu pensei ‘meu corpo está paralisando estou ficando sem os movimentos’. Fiquei desesperada, sabia o que estava acontecendo, meu cérebro estava funcionando, mas não tinha reação pra falar, nem pra levantar um membro, um braço, pernas. Sentia que estava morrendo”, revela. 

Pensando que ia morrer, Luciana olhou para o esposo e fez um pedido. “Eu consegui dizer ‘estou morrendo, não me deixa morrer’, Renato respondeu que não me deixaria morrer e que tudo ia dar certo. Então meu rosto começou ficar a dormente, minha boca paralisou e não consegui mais falar. Fiquei esperando que algo acontecesse, que meu cérebro e coração parassem e eu fosse morrer”.

Renato, vendo que o medicamento não tinha adiantado e que Luciana continuava piorar chamou o médico desesperado pedindo socorro. “O médico veio e colocou várias medicações na minha língua, me deitou na maca e começou fazer alguns testes, no entanto eu já não sentia mais nada. Então ele solicitou uma ambulância de emergência para ser encaminhada ao HSVP. Deu mais uns sete minutos a ambulância chegou e eu fui transferida, quando cheguei lá uma equipe e uma neurologista já estavam me esperando”.

No Hospital São Vicente de Paulo, a médica repetiu alguns exames, constatou que os movimentos dos olhos também haviam parado, fez uma tomografia para ver as possíveis sequelas e ficou ao lado de Luciana explicando cada procedimento.

“Neste momento, meu medo mudou, eu pensei: se ainda não morri, talvez eu viva com muitas sequelas. Eu tremia muito, estava em estado de choque, com muito medo, mas a médica explicou que a paralisação se deu por ficar um tempo sem oxigenação no cérebro e, com a medicação, os movimentos voltariam”.

Cinco dias internada e Luciana pôde voltar pra casa, os movimentos, foram voltando aos poucos, ela conta que sentiu primeiramente as pernas, depois a fala e assim foi voltando.

“Quando senti que meus movimentos começaram a voltar, fiquei aliviada, só podia agradecer, de não ter ficado com uma sequela mais grave. Eu agradeci a Deus na hora, nem acreditava que estava ali, de ter passado por tudo aquilo e estar viva”.

Com tudo o que passou, ela deixa como mensagem:

“A vida da gente é uma só, precisamos viver aproveitando cada minuto, deixando de lado as preocupações desnecessárias, estresse que não vai levar a lugar nenhum, problemas que nem existem. Precisamos viver o hoje com amor e Deus no coração”, encerra. Por-Diário da Manhã.com

Matéria publicacada em 19/05/2019
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