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Carazinho: usina de álcool promete fomento à agricultura familiar

Demanda mensal será de 600 toneladas de batata doce. Principal matéria prima para bioetanol será produzida em Carazinho e região, com incentivo da nova usina em construção na cidade

Com a demanda de 20 toneladas de batata doce ao dia, o que significa um total de 600 mil quilos do produto por mês, a usina de bioetanol que está sendo construída em Carazinho, deverá fomentar a agricultura familiar da cidade e da região, que será responsável pelo fornecimento do tubérculo, principal matéria-prima para a produção do combustível pelo empreendimento.

Conforme destaca o empresário, Henrique Leonhardt, 80 agricultores já confirmaram o interesse em fornecer o produto. O incentivo por parte da usina ficará por conta da entrega de mudas, suporte e assistência de engenheiro agrônomo, fornecimento de máquinas de plantio e de colheita, além da garantia de compra. “Será dada garantia de 100% de compra do produto, não importando seu estado, pois será moído para produção de álcool. Se o agricultor produzir mil quilos, venderá os mil quilos para nós”, disse.

O plantio deverá ter início em agosto a o rendimento será de 190 litros de álcool para cada tonelada da batata doce.

Ganhos em escala

Conforme o secretário municipal de Desenvolvimento, Deninson Costa, a importância da usina para a cidade tem ampla abrangência, envolvendo fatores econômicos, sociais e de ganho de escala para Carazinho. “Fala-se em um valor de venda deste combustível entre R$ 2,00 e R$ 2,70, enquanto, hoje, encontramos nas bombas a uma média de R$ 3,90. Desta forma, podemos prever que muitas pessoas da região virão abastecer aqui, pelo combustível barato e, consequentemente, gastarão em nosso comércio, aproveitando os mercados abertos aos finais de semana, por exemplo”, comenta.

Já para os agricultores, a rentabilidade deverá ficar, em média, em R$ 8 mil por hectare, com uma produção média de 100 toneladas por hectare. “O nosso desafio é beneficiar as pequenas propriedades. Com três hectares, por exemplo, o retorno financeiro será de R$ 24 mil ao ano. Ou seja, o custo médio para uma família se manter. Assim, visamos, também, a permanência destas pessoas no campo”, aponta.

Ainda conforme Costa, a usina é “flex”, ou seja, poderá produzir o álcool através de triticale, milho, sorgo e, ainda, mandioca. Os subprodutos ainda podem ser aproveitados pela indústria de rações e já existem empresários interessados neste material 

A expectativa de início das operações, em escala comercial, é para fevereiro de 2020. Ao ser contatado pela reportagem do Jornal Diário da Manhã, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Carazinho, Hélio Bernardi, afirmou ainda não ter tido contato com o projeto da usina e que aguarda mais informações para debate com os agricultores da cidade para este fim.

Simpósio

Destinado aos produtores interessados em firmar parceria com a usina, um Seminário Agrícola irá tratar sobre a produção de etanol com base na batata doce, no dia 11 de julho, a partir das 13h30, no Campus da UPF, de Carazinho.

Matéria publicacada em 19/06/2019
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