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Strobel Sementes adere ao controle biológico de pragas

“Controle biológico é uma das ferramentas da agricultura moderna”, afirma o diretor do Grupo Strobel, Daniel Strobel

Se, por um lado, o Brasil comemora o fato de ser líder mundial no setor do agronegócio, por outro lado, essa liderança impacta numa dependência crescente de insumos importados, incluindo os agrotóxicos sintéticos, imputando ao País o triste predicado de ser também líder mundial no consumo desses produtos. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Brasil é responsável por 1/5 do consumo mundial de agrotóxicos, usando 19% dos agrotóxicos produzidos no mundo.

Anualmente são usados no mundo aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de agrotóxicos. No Brasil o consumo anual tem sido superior a 300 mil toneladas. Nos últimos quarenta anos, houve um aumento no consumo de agrotóxicos de 700% enquanto a área agrícola aumentou 78% no mesmo período.

Nunca se usou tanto agrotóxico nas lavouras brasileiras. De acordo com o IBGE, a utilização de produtos químicos para o controle de pragas, doenças e ervas daninhas mais que dobrou em dez anos. Entre 2002 e 2012, a comercialização de agrotóxicos no país passou de quase três quilos por hectare para sete quilos por hectare. Um aumento de 155%. Além do aumento do uso de agrotóxicos sobre os alimentos, o IBGE também avaliou os diferentes tipos de agrotóxicos sintéticos pulverizados sobre as lavouras. Cerca de 30% dos agrotóxicos foram classificados como muito perigosos.

A busca por técnicas naturais é uma alternativa necessária neste contexto e demonstra um caminho sem volta à agricultura moderna. Então, controlar as pragas agrícolas e os insetos transmissores de doenças a partir do uso de seus inimigos naturais, que podem ser outros insetos benéficos, predadores, parasitóides, e microrganismos, como fungos, vírus e bactérias, premissa básica do controle biológico das pragas, tem se mostrado como uma proposta eficaz neste contexto.

De acordo com a Embrapa, trata-se de um método de controle racional e sadio, que tem como objetivo final utilizar esses inimigos naturais que não deixam resíduos nos alimentos e são inofensivos ao meio ambiente e à saúde da população.

O Grupo Strobel já desenvolve práticas sustentáveis de preservação do solo há anos. Atualmente, também está inovando no controle biológico das pragas. Em fase de teste desde 2017, o procedimento que começou com aplicação em 50 hectares nas propriedades, hoje ganha força com a instalação de uma central de multiplicação. De acordo com o diretor do Grupo, Daniel Strobel o controle biológico das pragas é eficiente, de baixo custo e de pouco impacto ambiental. “A técnica tem se mostrado ótima no controle de lagartas e percevejos atingindo um índice de 90% de controle”.

Em relação ao custo benefício, o empresário rural relata que o investimento com a estação de multiplicação será totalmente pago em dois anos, haja visto que o custo por aplicações é de 50-70% menor que os químicos. “Com a produção da estação será possível aplicar na maior parte das nossas lavouras aqui do Grupo no Rio Grande do Sul”.

Para Daniel, o controle biológico das pragas será uma das ferramentas da agricultura moderna e terá o aval da sociedade e dos consumidores. “Enquanto produtores rurais precisamos adotar técnicas que oportunizem uma produção de grãos mais limpa”, finaliza. Por-Marra Comunicação

Matéria publicacada em 23/09/2019
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