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Animais mortos em Carazinho podem ter abastecido frigoríficos interditados em Taquara

Conforme reportagem da RBS TV, escutas apontam que animais mortos em Carazinho podem ter sido processados por frigoríficos interditados nesta terça-feira (12

Nesta terça-feira (12) a Delegacia de Combate ao Abigeato e Crimes Rurais da Polícia Civil interditou três frigoríficos e apreendeu quase meia tonelada de carne imprópria para consumo nos municípios de Taquara e Parobé, no Vale do Paranhana.

A suspeita é de que os proprietários dos estabelecimentos compravam animais advindos de abigeato e até animais já mortos para serem processados.

Conforme reportagem investigativa da RBS TV, produzida por Giovani Grizotti e reproduzida no telejornal Jornal do Almoço desta terça-feira, conversas telefônicas gravadas pela polícia apontam que até animais mortos em Carazinho podem ter sido adquiridos pelos frigoríficos interditados no Vale do Paranhana.

Segundo os diálogos reproduzidos na reportagem, um caminhoneiro conversa com a proprietária de um dos estabelecimentos interditados na ação da Polícia Civil em Taquara.

“Eu tô apavorado. Os caras tão lá em, em Carazinho. Tão empenhado lá. Morreu dois bois no caminhão já lá, cara”, diz o caminhoneiro.

“Meu Deus do céu”, responde a proprietária.

“Aproveita eles, não?”, pergunta o caminhoneiro.

“Depende do jeito que tá”, responde a proprietária.

“Tão inchado já. Tão inchado, o alemãozinho disse”, conclui o caminhoneiro.

A suspeita, conforme a reportagem, é de que os animais podem ter sido utilizados por um dos frigoríficos interditados, mesmo que a viagem de Carazinho a Taquara leve cerca de cinco horas.

Carne comercializada sem procedência ou de animais que chegam aos frigoríficos já mortos podem conter bactérias, larvas ou serem causadoras de diversos tipos de doenças, inclusive graves que podem resultar em tumores no cérebro.

Conforme as investigações da Polícia Civil, a carne processada pelos frigoríficos era comercializada em supermercados, bares e lancherias do Vale do Paranhana.

Inclusive, alguns comerciantes sabiam da procedência duvidosa da carne e, mesmo assim, compravam o produto por ter um custo menor.

*Com informações do Portal G1 RS, RBS TV e Polícia Civil

Matéria publicacada em 13/11/2019
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