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Paciente toca violão enquanto faz cirurgia no cérebro em hospital de Canoas

Paciente toca violão durante cirurgia — Foto: Divulgação/HU de Canoas
Paciente toca violão durante cirurgia — Foto: Divulgação/HU de Canoas

Procedimento para retirada de um tumor no cérebro aconteceu no Hospital Universitário de Canoas (HU), na Região Metropolitana de Porto Alegre. Paciente de 41 anos passa bem e deve receber alta ainda esta semana.

Um paciente com um tumor no cérebro passou por uma experiência inovadora em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Durante cirurgia para a retirada do tumor no cérebro, Márcio Andrade, de 41 anos, tocou violão.

Segundo o Hospital Universitário de Canoas (HU), onde a cirurgia foi realizada na última terça-feira (12), a intervenção com o paciente acordado busca reduzir ao máximo as sequelas deixadas pela retirada do tumor na região do cérebro.

“No caso de Márcio, a região afetada era a responsável pelo movimento da mão direita. Então a única maneira de garantir que não teríamos sequelas é acordando o paciente e ele fazendo as atividades que faz no dia a dia, no caso, tocando um instrumento musical”, destaca o chefe de neurocirurgia do hospital, Gustavo Isolan. Foram quatro horas de cirurgia. Apesar de ser um procedimento de alto risco, a equipe médica já fez 44 cirurgias semelhantes a essa e, em nenhuma, o paciente ficou com sequelas.

Para Márcio, foi uma experiência única. “Imagina com o crânio aberto, tocando violão, não sentindo dor e ainda respondendo aos estímulos médicos”, relata.

O mecânico é também músico amador, e descobriu o tumor após sentir uma dormência nos dedos enquanto tocava violão. “Quando isso aconteceu eu não dei bola, até que um mês depois em casa, eu tive uma convulsão”, conta.

"Foi uma experiência única. Não tive dor nenhuma".

No procedimento, o paciente é anestesiado como em uma cirurgia convencional. Quando ele está com uma pequena abertura no crânio, é acordado pelos médicos.

Neste momento, os médicos estimulam a área do cérebro que poderia ser responsável pelo movimento do braço direito do paciente, enquanto ele toca violão. Assim, é possível monitorar o risco de uma sequela e reduzi-la.

O estímulo é feito com uma caneta especial, que simula uma lesão cerebral ao dar uma pequena descarga elétrica na região. Se o paciente segue tocando o instrumento musical, o médico sabe que aquela parte do cérebro ou tumor pode ser ressecada sem causar danos.

“É o que cada um busca nessa nossa passagem por aqui, que é ajudar o próximo. E a gente podendo usar toda essa tecnologia é muito satisfatório, é gratificante”, finaliza o Dr. Gustavo.

“Vida que segue, e com uma dose ainda maior de fé”, diz Márcio.

Fonte G1.com/RBS TV

Matéria publicacada em 15/11/2019
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