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Nota de esclarecimento - DTG Poncho Verde

O DTG Poncho Verde, entidade Tradicionalista sediada na cidade de Panambi/RS, 9ª Região Tradicionalista, vem a público, esclarecer aos seus sócios e simpatizantes os fatos e motivos que ocasionaram a DESCLASSIFICAÇÃO do seu grupo de Danças Tradicionais do ENART 2019.

Algumas horas após a divulgação dos resultados do bloco 3, no qual obtivemos a classificação direta para a finalíssima no domingo em razão do 3º lugar no bloco, fomos surpreendidos com a informação de que algumas entidades participantes do evento apresentaram denúncias perante o Vice-Presidente Artístico do MTG, alegando o descumprimento da resolução nº 04/2017, que diz respeito às alegorias utilizadas nas coreografias de entrada e saída, por deixarmos uma tenda do tipo “gazebo” montada durante a realização da coreografia de entrada, a qual foi utilizada para troca de figurino pelas prendas.

As denúncias foram apresentadas pelo GF Chaleira Preta, da cidade de Ijuí, 9ª RT, assinado pela Sra. Caroline Tambara, coordenadora da Invernada adulta, e também pelo CTG Brigadeiro Raphael Pinto Bandeira, da cidade de Rio Grande, 6ª RT, assinado pelo Sr. Antonio Branco e pelo Sr. Roberto S. Ferreira, coordenador da 6ª RT.

Após a ciência das denúncias apresentadas, e mesmo já observando clara parcialidade dos responsáveis pela condução e julgamento, nos foi garantido o direito de defesa, na qual foram expostas todas as razões e motivos pelos quais entendemos que não houve qualquer descumprimento da referida resolução bem como do regulamento do ENART, solicitando, ao final, a improcedência das denúncias apresentadas e a manutenção do resultado já apurado e divulgado.

Infelizmente, após 2 recursos, muitas páginas escritas e horas de espera e angústia, fomos informados da manutenção da decisão que entendeu pela desclassificação do grupo de danças, mesmo diante de muita argumentação baseada nos regulamentos, resoluções e notas de instruções vigentes.

Tentamos de todas as formas possíveis argumentar que não houve qualquer irregularidade na nossa apresentação, considerando que a própria comissão avaliadora e organizadora não referiu qualquer ato incompatível com os regulamentos no momento oportuno, tanto é que as notas foram dadas, os resultados apurados e divulgados logo após a apresentação, sem quaisquer irregularidades.

Mesmo que nossos recursos tenham sido rejeitados, quiçá analisados, respeitamos as decisões proferidas que mantiveram a nossa desclassificação, ainda que as consideremos injustas e com fundamentações rasas, assim como as denúncias apresentadas. Infelizmente aqueles que tinham o poder de decisão mantiveram-se durante quase a totalidade do tempo irredutíveis quantos aos nossos argumentos, tornando o diálogo praticamente impossível.

É necessário referir que a família Poncho Verde é composta por pessoas sérias, trabalhadoras e humildes, que sempre irão prezar pela ética e pela moral, sendo que para chegar até onde chegamos foi necessário muito trabalho, muita dedicação e muita força de vontade, lutando contra a falta de apoio, com a falta de uma sede para ensaios e para eventos, com a falta de recursos financeiros e principalmente contra o preconceito de sermos uma entidade oriunda de uma escola aparecendo entre “os grandes”. Todavia jamais desanimamos, sempre buscamos soluções e formas de manter os nossos sonhos sempre vivos e alcançáveis.

Além disso, a nossa história, ainda que recente, já possui muitos capítulos de glórias, sendo que pra chegarmos até elas JAMAIS FOI PRECISO PASSAR POR CIMA DE NINGUÉM OU TER QUE PREJUDICAR OUTROS CONCORRENTES. Muito pelo contrário, tudo que já conquistamos até aqui é consequência do trabalho, da dedicação e do empenho de todos que abraçam esta entidade, batalhando contra todas as dificuldades que surgem no nosso caminho. Por conta disso, vamos ter sempre a nossa consciência tranquila sobre nossos atos e atitudes.

Nesse momento ainda estamos tentando digerir os fatos e os fundamentos que resultaram na nossa desclassificação, bem como a forma como tudo aconteceu. Tenham certeza que todas as medidas e providências cabíveis estão sendo tomadas. Mais que isso, estamos buscando forças para seguir em frente, pois nossa história não merece ter um capítulo manchado dessa forma.

A presença em mais um domingo do ENART seria a concretização e a consagração de um trabalho que foi desenvolvido com muito empenho por toda a nossa entidade (dançarinos, instrutores, coordenação, patronagem, musical e famílias) durante o ano todo. Infelizmente, esse momento foi adiado, por conta de uma falha de regulamento, por conta de uma questão interpretativa e que foi interpretada pelo viés punitivo e por conta da falta de bom senso (ou de consenso, como foi referido em uma das tentativas de diálogo) e vai ficar para mais adiante.

Enquanto isso, seguiremos traçando o nosso caminho, sempre prezando pelos nossos ideais e valores, buscando cumprir o que menciona nossa Carta de Princípios e o próprio Regulamento do ENART, quando menciona como um dos seus objetivos “promover a harmonia, a integração e o respeito evitando-se a projeção da vaidade e o personalismo entre os participantes”.

Por fim, não podemos deixar de mencionar o apoio da coordenação da 9ªRT, e principalmente da Sra. Anna Claudia, diretora artística e seu esposo, que foram incansáveis ao nosso lado.

A todos aqueles que estiveram e estão do nosso lado nos dando forças e tentando nos consolar, fica aqui o nosso muito obrigado. Vocês refletem o verdadeiro e o real sentido do tradicionalismo, plenamente de acordo com o que preceitua nossa Carta de Princípios.

Sendo o que tínhamos para o momento, ficamos na torcida para que nosso movimento tome caminhos diferentes, onde a ética, a moral e a justiça sejam sempre os pilares norteadores de todas as nossas atitudes.

Panambi, 19 de Novembro de 2019


ERENEU TRENNEPOHL

PATRÃO DO DTG PONCHO VERDE

Matéria publicacada em 19/11/2019
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