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Prefeitos de praias do Litoral Norte alertam para possível falta de leitos de alta complexidade

 Foto: Luiz Moraes / PMCC / CP
Foto: Luiz Moraes / PMCC / CP

Total de 23 municípios que integram a Associação dos Municípios do Litoral Norte já declaram calamidade pública

Em sintonia com as medidas aplicadas pelo governo gaúcho, a Associação dos Municípios do Litoral Norte (Amlinorte) confirmou que os 23 municípios que integram a entidade decretaram estado de calamidade pública. Presidente da Amlinorte e prefeito de Imbé, Pierre Emerim da Rosa explica que o município determinou a proibição da ocupação da faixa de praia pelos próximos 15 dias.

O prefeito alerta que os municípios do Litoral Norte não têm condições de receber uma enxurrada de visitantes. "Nos preparamos para o verão, mas a nossa rede de saúde pública não tem condições de atender possíveis demandas, considerando que provavelmente vai haver necessidade de leitos de alta complexidade", observa.

Os municípios que aderiram ao decreto do governo estadual suspenderam atividades e serviços privados não essenciais como hotéis, pousadas, shopping centers, bares noturnos, quiosques da beira mar, centros e estabelecimentos comerciais. Farmácias, restaurantes, supermercados e clínicas de atendimento na área da saúde poderão abrir com algumas restrições, obedecendo normas de higiene e de ocupação limitada. Os restaurantes, por exemplo, não poderão ultrapassar 50% da capacidade do estabelecimento.

Capão da Canoa

Em entrevista à Rádio Guaíba, o prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano, justificou o fechamento de dez entradas para o município, que realizou nessa sexta-feira. Segundo ele, a intenção não é impedir o acesso à cidade, que possui 13 acessos, mas proteger a população e aumentar o controle. "A partir desta sexta, só existem três entradas para a cidade, isso não significa que as pessoas não poderão entrar em Capão da Canoa, mas haverá um maior controle de quem está entrando, com nossa guarda privada e um Cômite Especial realizando um pré-questionário", salientou o prefeito. À noite, o Piratini rechaçou a possibilidade dos municípios fazerem isso, por desrespeitar a Constituição Federal.

Segundo Magunos Germano, a cidade estava identificando movimento de verão, em um momento "inoportuno" e por isso essa medida foi adotada: "Com o aumento do coronavírus as pessoas tinham que permanecer em sua cidade, mas o pessoal começou a vir pra praias, e tivemos 200 mil pessoas, um movimento atípico, que identificamos só no verão", apontou.

"As pessoas estavam agindo como se fossem dias normais de verão, fazendo festas nas praças, utilizando as praias e não é isso que está previsto pela OMS e o Governo do Estado", enfatizou.

Governador do RS interditou praias

Na noite de quinta-feira por meio de rede social, o governador Eduardo Leite anunciou decretos que estabelecem novas restrições para a população em função da pandemia de coronavírus. Entre as medidas divulgadas, Leite desautorizou o fechamento do acesso a cidades pelas prefeituras.

"Não podemos restringir acesso aos municípios. É importante que os prefeitos compreendam os limites da sua atuação. Esta vedado esse comportamento dos municípios de restrição de entrada de pessoas", avalia. Entre as ações determinadas pelo governador está a interdição de todas as praias do Estado. Ele afirmou que é necessário que a população respeite o período de quarentena e evite deslocamentos desnecessários, respeitando a restrição para não disseminar o vírus.

"A situação é séria, grave, em todo estado, por isso determinamos nesse decreto a interdição de todas as praias do RS do litoral e águas internas também. Não poderão ser utilizadas porque não é veraneio, não é férias, é quarentena e restrição de contato", alerta.

Além das restrições foram anunciados 216 novos leitos de UTI, que vão se somar aos mil leitos de terapia disponíveis na rede hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) e a locação direta pelo Estado de 78 novos equipamentos respiradores. "Teremos novos leitos no Hospital de Clínicas e outros leitos no interior do Estado", completa. Lojas de conveniências em postos de combustíveis também funcionarão em horário reduzido., das 7h às 19h. "Tem pessoas fazendo confraternização nesses locais", justifica. Leite ainda convocou profissionais da defesa agropecuária para garantir o abastecimento no Estado.

*Com informações da Rádio Guaíba

Matéria publicacada em 20/03/2020
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