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Recuo de casos graves de covid-19 revisa projeção de sobrecarga em UTIs de Porto Alegre

Ao longo da semana passada, o recuo no aparecimento de casos graves de covid-19 em Porto Alegre evitou uma sobrecarga que poderia atingir o sistema de saúde no começo de maio.

Projeções realizadas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) mostram que, pelo ritmo de internações verificado desde o começo da pandemia, todas as 383 vagas do SUS previstas para combater o coronavírus poderiam acabar ocupadas nos primeiros dias do próximo mês. Quando a simulação leva em conta apenas os sete dias anteriores à sexta-feira (17), a curva entra em declínio.

Ou seja, se a tendência desta semana fosse mantida, não seria preciso contar com o reforço planejado nas unidades de terapia intensiva para dar conta da pandemia. O número de pacientes com confirmação de coronavírus caiu de 43 para 39 ao longo do período mais recente — depois de ter avançado 107% entre os dias 25 de março e 1º de abril. Na sequência, a curva começou a se suavizar e, nos últimos dias, entrou em tendência de declínio.

Pacientes com covid-19 em UTIs e a capacidade do sistema

Para monitorar a ameaça da covid-19 sobre as UTIs, a prefeitura utiliza como parâmetros os leitos SUS que poderiam ser destinados a pacientes com coronavírus em cada cenário (inicial, avançado ou extremo)

Conquistamos tempo graças às medidas de distanciamento, e estamos podendo nos preparar melhor. Mas, se voltarmos a uma postura de não seguir as recomendações, o número de casos graves pode voltar a aumentar — avalia o infectologista do Hospital de Clínicas Luciano Goldani.O diretor de Atenção Hospitalar da SMS, João Marcelo Lopes Fonseca, lembra que Porto Alegre também recebe muitos casos graves do Interior. Por isso, não basta olhar apenas para a situação da Capital.

— Cerca de 40% dos pacientes internados em alta complexidade na Capital não são de Porto Alegre — afirma Fonseca.

Quando os leitos SUS se esgotariam

Segundo cinco diferentes cenários projetados pela prefeitura, os leitos poderiam se esgotar em diferentes datas, de acordo com a complexidade da evolução da doença.

1 Se a contaminação dobrasse a cada três dias desde o começo

2 Se a média geral verificada desde o início da epidemia se mantiver

3 Dobrando a cada sete dias

4 Dobrando a cada 10 dias – Capacidade não seria atingida até o começo de junho (período em que se encerra a atual simulação feita pela prefeitura)

Por isso, o diretor da SMS avalia que se cidades menores não fizerem a sua parte na prevenção às contaminações, os centros maiores que recebem doentes em situação mais severa, como Porto Alegre, Santa Maria, Passo Fundo ou Caxias do Sul, podem apresentar sobrecarga nos hospitais nas próximas semanas ou meses.

As projeções da secretaria mostram ainda o que ocorreria com as UTIs caso o número de internações dobrasse a cada três, sete ou 10 dias. No cenário mais grave, Porto Alegre já teria entrado em colapso em meados deste mês. Felizmente, não é o que ocorreu.

Fonte: Gaúcha ZH

Matéria publicacada em 20/04/2020
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