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Número de enterros e cremações não aumentou no RS, relata presidente da Asbrace

Foto: Mauro Schaefer / CP
Foto: Mauro Schaefer / CP

Segundo Gerci Perrone Fernandes, houve, inclusive, uma redução de cerca de 10% de procedimentos em relação a abril do ano passado

Apesar de o país e o mundo estarem em meio a uma pandemia, o Rio Grande do Sul não apresentou aumento no número de enterros e cremações. Pelo contrário, diminuiu. Segundo o presidente da Associação Sul-brasileira de Cemitérios e Crematórios (Asbrace), Gerci Perrone Fernandes, houve redução de cerca de 10% de procedimentos em relação a abril do ano passado. Ainda que haja óbitos ainda não confirmados como Covid-19, nem mesmo casos de mortes por doenças causadas por problemas respiratórios engrossaram o número.

“Ocorrem cerca de 1500 em Porto Alegre, ao todo. Por volta de 900 enterros ocorrem aqui e o restante dos corpos seguem para a região metropolitana e interior. Não temos o número exato porque nosso setor oscila muito, mas não houve muita variação de um ano para outro”, diz Fernandes. Segundo ele, o mês de março também não apresentou grandes mudanças. O presidente da Asbrace garante que a Capital e o estado estão prontos caso a situação mude. “Só em Porto Alere, são 5 mil unidades. Necessidade de ampliar covas, como o que ocorreu em Amazonas e São Paulo, não deverão acontecer por aqui. O nosso sistema está preparadíssimo”, opina.

O administrador do Cemitério da Santa Casa, Severo Pereira, tem a mesma percepção. “Segundo levantamento do CAF (Central de Atendimento Funerário de Porto Alegre), houve uma redução de 6% nos procedimentos do dia 1º ao 20 de abril”, conta. Duas pessoas enterradas lá morreram de Covid-19 e há registros de outros falecimentos que ainda não tiveram a confirmação oficial do novo coronavírus. Já no Cemitério São João, não houve enterro de vítimas da pandemia. “O que tivemos foram mortes por causas indeterminadas, que podem vir a ser Covid-19”, explica o administrador o local, Alexsandro Costa. Ele acredita ter visto mais óbitos por doenças respiratórias, o que acontece com mais frequência em junho. “Mas não há como precisar”, salienta.

Equipamentos de proteção individual não são problema, segundo os entrevistados. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), entidade que representa mais de 13 mil empresas, o setor oferece mais de 350 mil empregos diretos em todo o país e está preparado para atender eventual aumento da demanda. “Os problemas ocorridos em outros países, com relação à atividade funerária, não deverão ocorrer no Brasil. Nossa estrutura instalada é muitas vezes superior à de muitos países”, disse o presidente da entidade, Lourival Panhozzi. Correio do Povo

Matéria publicacada em 09/05/2020
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