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Hospital comemora alta da 100ª paciente recuperada da Covid-19 em Passo Fundo

Foto: Scheila Zang/Assessoria de Comunicação HSVP
Foto: Scheila Zang/Assessoria de Comunicação HSVP

São Vicente de Paulo fez ato com uma centena de balões coloridos para homenagear recuperados do coronavírus. Também foi feito um minuto de silêncio para lembrar pessoas que morreram da doença.

O Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, na Região Norte, realizou nesta segunda-feira (18) um ato para comemorar a marca de 100 pacientes recuperados da Covid-19.

Para marcar a alta das pacientes Anair Gollo, 79 anos, e Maria da Conceição Florão, 50 anos, o hospital fez um ato com 100 balões coloridos.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, até a tarde desta segunda-feira, Passo Fundo tem 310 casos confirmados de coronavírus e 22 mortes. É a segunda cidade do estado com maior registro de pacientes com a doença, atrás de Porto Alegre, com 602 pessoas infectadas.

Maria Conceição internou no Hospital São Vicente na quarta-feira (13). Ela conta que estava com sintomas desde o dia 5 de maio.

"Passei mal, já fazia uma semana. Tinha começado na terça-feira [5 de maio ruim, e segui trabalhando. Com febre e dor no corpo, e a empresa não liberava. Chegou na sexta [8 de maio], eu não aguentei, trabalhei até o meio-dia e fui num médico, paguei o médico particular. Ele me deu para fazer o teste rápido e deu negativo", conta.

Como seguia mal, Maria Conceição não foi trabalhar e retornou na quarta-feira (13).

"Trabalhei me arrastando. Mas chegou de noite, não aguentei. Fui para o hospital. Cheguei lá e fui para o oxigênio, estava com muita falta de ar", afirma.

No hospital ela fez o teste padrão para a Covid-19 e testou positivo. Ela ficou internada no quarto com oxigênio.

"Foi falta de ar que vi a morte. Achava que nem voltava mais para casa. Foi muito ruim a sensação. Eu pedi tanto para Deus não me entubar, não me colocar na UTI [Unidade de Terapia Intensiva], e consegui ficar só com o oxigênio", relata.

Ela conta que ainda se sente fraca e segue sem paladar, mas que não sente mais falta de ar. Maria seguirá em isolamento com as duas filhas.

'Tinha muito medo de pegar'

A outra paciente, Anair, ficou sete dias internada. A filha, Sônia Gollo, afirma que não sabe onde a mãe pode ter se contaminado. "Ela é bem caseira. Quando começou o negócio do corona, ela não saiu mais de casa, porque ela tinha muito medo de pegar", diz Sônia.

A mãe comemorou o aniversário de 79 anos no dia 16 de abril. Em função da pandemia, a festa precisou ser adaptada.

"A gente estava cuidando dela, ela estava isolada. A gente conversava com ela de longe, com máscara. Ela comemorou o aniversário no Dia das mães, mas ninguém abraçou ela. Comemoramos de longe", diz.

Anair começou com tosse e bastante catarro, além da perda de apetite, mas não teve febre e nem outros sintomas da doença. No dia 1º de maio, a família chamou a emergência, que alertaram que poderia ser Covid-19.

Inicialmente, a família achava que ela podia estar deprimida pela perda recente do irmão. Mas, como o quadro piorou, na segunda-feira (11) ela foi ao médico, que aplicou o teste para o coronavírus. Como o resultado foi positivo, no mesmo dia ela internou no Hospital São Vicente.

"Eles deixaram a gente ficar junto com ela. Tínhamos todas as precauções, usávamos luvas, máscaras, avental. O atendimento foi muito bom, muito bom mesmo", destaca a filha. "Ela não foi entubada, só ficou no oxigênio. Foi uma recuperação rápida", conta.

Sônia ressalta que Anair está aliviada por estar em casa. Agora, ela seguirá em isolamento. "Ela está bem faceira. Ela sempre fez crochê e tricô, e hoje já tava procurando as coisas dela pra fazer", diz Sônia.

Homenagem

Nesta segunda (18), o hospital lembrou também das pessoas que faleceram em função do coronavírus e fizeram um minuto de silêncio em homenagem.

O diretor técnico médico do hospital, Adroaldo Mallmann, comemora o número de pacientes recuperados.

"O hospital está extremamente contente porque, devido às condutas tomadas nos tratamentos desses pacientes, está aí o resultado: 100ª alta. A cada dia que passa nós temos uma alegria. E hoje estamos marcando, porque 100 pessoas que tiveram internadas, que tiveram nos respiradores, têm alta."G1.com

Matéria publicacada em 18/05/2020
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