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"Fúria arrecadatória" no trânsito é reflexo das atitudes dos próprios motoristas

A grande quantidade de multas aplicadas pelos órgãos de segurança no trânsito, como Polícia Rodoviária (PRF e PRE, Brigada Militar e Departamento Municipal de Trânsito), não representa uma “fúria arrecadatória” , como reclamam alguns, mas sim, é consequências das atitudes erradas dos motoristas. A afirmação foi feita pelo chefe da Delegacia Regional da Polícia Rodoviária Federal (com sede em Ijuí), Vilmar Keske, em sua participação no programa “Questão de Opinião”, da Rádio Sorriso FM, no sábado, dia 23. “O agente de trânsito não vai inventar multa, se o condutor insistir em transgredir a sinalização, ele vai penalizado com a multa, então, quem fomenta a arrecadação é o próprio condutor”, acrescentou Keske.

Os outros participantes do programa foram Leomar Pavinato Lopes, chefe do DMT em Panambi, José Francisco do Amaral, diretor do Centro de Formação de Condutores Saci, e o instrutor do CFC Saci, Marcelo da Costa.

Sobre as multas emitidas pelo DMT, Leomar diz que elas acontecem para garantir a segurança e o direito da maioria, porque a maioria dos pessoas são de bem e de respeito, não é meia dúzia que vai tirar a segurança dos demais”.

Keske lembrou que, na circunscrição da 10 Delegacia da PRF, o número de mortes caiu em 16%. Ele atribui este fato ao aumento na fiscalização da Delegacia. Entre os 26 mortos, estava presente a combinação de álcool e direção e, em outros , o excesso de velocidade.

Aumento no número de autuações

Quanto às autuações pela PRF, foi de 43% o aumento da aplicação do aparelho medidor de velocidade. No mesmo período, houve um aumento de 236% no número de multas por este quesito. O número de condutores flagrados sob efeito de álcool aumentou em 40%, nos primeiros oito meses do ano, na comparação ao mesmo período de 2016.

Para Leomar, ainda há muita impunidade no trânsito, com prazos de defesa bastante grandes e valores de multas que poderiam ser maiores. O instrutor explicou que a formação de condutores tem destacado, bastante, as consequências negativas do consumo de álcool ao volante, não somente pela autuações e processos jurídicos mas, principalmente, do aspectos humano e das mortes e lesões que podem ser causadas por motoristas embriagados.

Segundo Keske, “muitas pessoas vão para o CFC com o objetivo de simplesmente obter a CNH, sem qualquer preocupação de aprender a comportar-se no trânsito e, logo após obter a carteira, começam a infringir as normas gerais de circulação e conduta, única e exclusivamente para se vangloriar diante de seus companheiros”.

Legislação rigorosa

José Amaral afirma que houve grandes progressos na legislação de trânsito a partir de 1997, muito mais rigor nas autuações, especialmente nos casos mais graves. “A gente observa hoje, dentro do Centro de formação de condutores, uma apreensão de CNHs em uma intensidade muito alta, com várias pessoas fazendo o curso de reciclagem”. Ele reforçou, por exemplo, que um condutor pode ter sua carteira suspensa por 60 dias, no caso de superar em 50% a velocidade máxima permitida no local em que trafega. Lembrou, ainda, que a alcoolemia causa suspensão da CNH por um ano e multa de R$ 2,934,70.

O instrutor Marcelo fez um apelo para que pais e avós tenham mais consciência no trânsito, dando exemplo aos mais jovens. “Se queremos diminuir a quantidade de vidas que se perdem diariamente no trânsito, temos que começar desde cedo em casa, porque não é a auto escola, as 20 aulas práticas, que vão mudar a mentalidade das pessoas”. Por Sorriso FM

Matéria publicacada em 25/09/2017
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