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Conselho tutelar investiga apresentação de menino gaiteiro

Um dos assuntos que gerou grande repercussão nas redes sociais esta semana, está relacionada a presença de um menino gaiteiro em frente a agências bancárias em Santo Ângelo. O assunto nesta sexta-feira (29), acabou ganhando repercussão no estado, através de Giovani Grizotti, repórter Farroupilha.

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Uma polêmica envolvendo uma conselheira tutelar de Santo Ângelo e um pequeno gaiteiro está repercutindo nas redes sociais, com mensagens em favor do garoto e sua família. Diz a mãe que o guri de 12 anos estava tocando numa calçada no centro da cidade quando a conselheira teria determinado que ele fosse retirado do local, porque estaria “mendigando”. É que havia um chapéu, sobre o chão, para que as pessoas fizessem contribuições voluntárias. “Ela queria arrancar o guri”, afirma ela, que decidiu, então, deixar o local com o filho, que chegou a chorar (foto). Casada com um operador de empilhadeira, a mãe diz ser humilde, não indigente.

Lembra ainda diz que o menino é apaixonado por gaita. O primeiro acordeão que ele tinha estragou. A mãe, então, usou o dinheiro que ganha costurando pra fora e recolhendo latuinhas pela cidade para comprar um novo instrumento. O assunto foi levantado nas redes sociais pelo padrinho do piá, o conciliador judicial e pequeno agricultor Paulo César Oliveira, 30 anos. Ele diz que o afilhado gosta de “apresentar” para o público. “Ele tem um dom, desde crianças ele sempre gostou de ver o avô tocando, e nós incentivamos ele a fazer aula de gaita”, conta o padrinho.

O coordenador do Conselho Tutelar de Santo Ângelo nega que sua colega, conselheira, tenha determinado a saída do garoto da rua e que tenha havido qualquer situação de constrangimento. Teria ocorrido apenas uma orientação para cuidados com o sol, para que o menino não ficasse muito tempo com a gaita, considerada pesada, e para que a mãe não solicitasse valores ao público. Jonatã Ferreira disse que a inspeção foi motivada por denúncias da população, de que estaria havendo cobranças de contribuições de quem assistia às apresentações, o que é negado pela mãe. O caso, afirma o conselheiro, será encaminhado à Promotoria de Justiça.

Artistas ligados a cultura gaúcha se mobilizam para auxiliar o pequeno gaiteiro. Procurado pelo Repórter Farroupilha, o Grupo Rodeio, vencedor do Prêmio da Música Brasileira, se ofereceu para animar um show na cidade. Régis Marques, gaiteiro e diretor do grupo, diz que se identifica com o garoto. “Eu comecei a tocar baile com sete anos de idade. E a minha mãe não brigou apenas por mim, mas pelo Guilherme (seu filho) também. E eu acredito que a mãe desse menino também acredita no trabalho dele. E uma mãe quando está precisando, não sai para roubar. Sai para mostrar o carinho, o talento, uma forma de se expressar musicalmente e interagir com as pessoas”, afirma Régis. Rádio Cidade

Matéria publicacada em 30/09/2017
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