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Mulher com obesidade morre ao esperar atendimento em Santa Maria

Família diz que esperou cinco horas e meia para que Marlene Fonseca Pereira, 44 anos, fosse levada a uma unidade de saúde. Como pesava 200 kg, necessitava de ajuda para ser transportada.

Uma mulher de 44 anos morreu na tarde desta quarta-feira (18) em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, enquanto esperava atendimento. De acordo com a família de Marlene Fonseca Pereira, eles esperaram cinco horas e meia para que ela fosse levada a uma unidade de saúde. Como pesava 200 kg, necessitava de ajuda para ser transportada.

Ainda segundo a família, Marlene começou a se sentir mal no domingo (15), quando foi levada para o pronto-atendimento do bairro Patronato, em Santa Maria. Na segunda (16), foi liberada. O quadro dela voltou a se agravar na quarta, com falta de ar.

O marido e o filho de Marlene contam que ligaram para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Brigada Militar e Corpo de Bombeiros.

"Ligamos para a ambulância desde as 8h, e eles disseram para aguardar que estavam chegando. Nunca vinham. Ligamos para o Samu, para a Brigada, e a Brigada dizia que não era com eles, que tinha que ligar para os bombeiros. Ligamos e eles ficavam dizendo tal hora, tal hora...", lembra o marido da vítima, Luiz Antonio Pereira.

Os familiares relatam que uma ambulância foi até a casa deles, no bairro Nova Santa Marta, mas não foi realizado nenhum atendimento. Por volta das 14h, a ambulância retornou, e bombeiros e policiais militares também foram ao local, mas já era tarde.

"Desde cedo a gente tentando e mandaram ligar para um, para outro... Chegaram agora, depois que ela faleceu. O que adianta eles virem agora? Não adianta nada", desabafa Luiz Felipe Fonseca Pereira, filho do casal.

O que dizem as autoridades

O responsável pelo Samu em Santa Maria afirma que a central só registrou um chamado às 13h55, mas quando os profissionais chegaram até o local, a vítima já estava sem vida. Ele relata, ainda, que esta não foi a primeira vez que Marlene precisou de atendimento.

Nas outras vezes, por causa do peso dela, uma segunda equipe precisava ir até o local para ajudar na remoção. Ele alega que as macas não são adaptadas pra esse tipo de atendimento e, por isso, ela ia sentada dentro da ambulância.

Já os bombeiros disseram que a remoção deve ser feita pelo Samu ou pela Secretaria de Saúde, e que foram disponibilizados profissionais para ajudar. O comandante da corporação em Santa Maria ressalta que não há ambulâncias equipadas em número suficiente para resgates desse tipo.

A Brigada Militar, por sua vez, relata que recebeu uma ligação entre 11h e 11h30, mas foi de uma pessoa reclamando que a ambulância não fez o resgate da vítima. Por telefone, o policial passou orientações aos parentes de Marlene sobre onde buscar atendimento. À tarde, a BM foi chamada novamente, mas a vítima já tinha morrido e a equipe foi até o local para evitar conflitos.

No documento deixado pela equipe do Samu na casa da família, a causa apontada para a morte foi uma parada cardíaca.

Fonte: G1

Matéria publicacada em 18/10/2017
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