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Polícia busca identificar vítimas de pedófilo

 Vítimas são meninos com idade entre 9 e 12 anos. Foto ilustrativa - Heloise Santi
Vítimas são meninos com idade entre 9 e 12 anos. Foto ilustrativa - Heloise Santi

Foram detectadas uma em Frederico Westphalen e duas em Tenente Portela

Até quinta-feira, 1º de março, a Polícia Civil do Paraná contabilizava 40 crianças e adolescentes que, comprovadamente, enviaram imagens e vídeos pornográficos para um pedófilo de 22 anos preso em Chapecó no dia 20 de fevereiro, quando foi deflagrada a Operação Anjo da Guarda, com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina.

As vítimas passam de 50 e estão sendo identificadas com o apoio do Facebook e da Polícia Federal. São garotos com idade entre 9 e 12 anos, com quem o criminoso mantinha contato pela rede social se passando por uma menina da mesma faixa etária, sob os nomes de "Mariana Matos", "Maria Isabela", "Inês Souto" e "Mariana Castro", expôs o delegado operacional da 5ª Subdivisão Policial de Pato Branco (PR), Nilmar Manfrin.

Somente em um dos perfis falsos, havia mais de cem menores adicionados como amigos.

Pedido é para que pais verifiquem conversas dos filhos

Já foram constatadas vítimas em sete Estados brasileiros: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Neste último, foram confirmadas duas em Tenente Portela e uma em Frederico Westphalen, na região Norte. No momento, a polícia pede que os pais verifiquem as redes sociais dos filhos e caso encontrem conversas do gênero, mesmo que não contenham envio de imagens íntimas feitas pelos menores, procurem a delegacia mais próxima para registrar boletim de ocorrência.

É necessário apreender os celulares ou dispositivos utilizados para averiguar se foram encaminhados materiais pornográficos desses aparelhos para coleta de provas contra o homem, que confessou os crimes quando foi preso. "Ele encaminhava imagens pornográficas de uma suposta criança do sexo feminino da mesma faixa etária das vítimas e pedia outras em troca. Depois que obtinha a primeira imagem ou vídeo, passava a chantageá-las, ameaçá-las e coagi-las a continuarem fazendo isso cada vez de maneira pior", contou o delegado.

Na casa onde ele residia, no bairro Efapi, os agentes apreenderam CPU, celular, modem, pen drive e outros equipamentos eletrônicos que passarão por perícia. 

Pedófilo queria trocar sorvete por relações sexuais

As investigações tiveram início no fim de janeiro, quando uma mulher procurou a Polícia Civil de Pato Branco, no Paraná, após constatar que o filho de 11 anos estava sendo coagido a enviar imagens suas praticando atos libidinosos, um vídeo envolvendo o irmão de 5 anos. “O homem marcou encontro com o menino para o dia 3 de fevereiro, mas a mãe descobriu e denunciou antes. Ele queria manter relações sexuais em troca de um sorvete. A progressão nesse caso foi assustadora desde o primeiro contato, foram apenas seis dias. O investigado tinha o mesmo modus operandi, adicionava como se fosse uma menina, começava com uma conversa inocente, enviava sempre a mesma imagem pornográfica e pedia outra em troca. Aí ameaçava divulgá-la nas redes sociais, contar para os pais”, relatou Manfrin.

O preso não possuía antecedentes policiais e foi indiciado, no caso dos irmãos de Pato Branco, pelos crimes de estupro de vulnerável consumado e tentado, tortura e por armazenar materiais contendo sexo explícito envolvendo crianças ou adolescentes e instigá-los a praticarem atos libidinosos, delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Psicóloga e psicanalista aspirante Denise Zanatta dá dicas

Sinais podem ser indicativos de abuso sexual

Mudanças bruscas de comportamento, muitas vezes, inesperadas. Ou o que era habitual deixa de ser ou acrescenta comportamentos não habituais.

Proximidades excessivas com algumas pessoas. Abusador tende a ganhar a confiança das crianças, fazendo com que se cale.

Comportamentos infantis repentinos, os quais já haviam abandonado, como voltar a fazer xixi na cama.

Silêncio predominante.

Falta de concentração, alterações no sono, aparência descuidada.

Interesse por questões sexuais, comportamento sexuado.

Marcas físicas de agressões.

Enfermidades psicossomáticas como dores de cabeça constantes, vômito.

Queda na aprendizagem e atenção na escola, injustificada.

OBS: Às vezes, esses sinais podem indicar negligência. Outras vezes, também a negligência pode influenciar situações de abuso.

Orientações

É importante explicar que o corpo dela ninguém pode mexer e, caso alguém mexa, você precisa saber.

Se seu filho reclama da convivência com algum amigo, tente compreender o motivo.

Não falar com estranhos.

Não deixe a internet liberada aos seus filhos. Cuide o que ele está postando nas redes sociais e as páginas que tem pesquisado, bem como sua frequência.

Tenha uma relação de confiança com seu filho. por CristianeLuza/Folha Noroeste

Matéria publicacada em 03/03/2018
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