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SEBERI: Unidade do Samu avançado poderá fechar

Audiência com o governo do Estado será no dia 8

Com dificuldades financeiras para manter o serviço e com salários dos servidores atrasados, a administração de Seberi não descarta a possibilidade de ter que fechar a Unidade Regional do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Avançado, que atende hoje os 26 municípios que fazem parte da 19ª Coordenadoria Regional de Saúde.

Nesta segunda-feira, 23, o deputado estadual Sérgio Turra (PP) acompanhou o médico responsável técnico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Felipe Silva de Vasconcelos, em audiência na Casa Civil. O atraso no repasse das verbas do convênio SAMU para o município de Seberi, foi a principal pauta da reunião.

De acordo com técnico responsável, devido ao atraso nos pagamentos, funcionários estão se mobilizando para interromper os atendimentos da unidade. Segundo ele, o salário pago atualmente é ainda referente ao mês de outubro do ano passado. A UTI móvel do SAMU de Seberi pertence a 19º Coordenadoria Regional de Saúde e é responsável por atender 26 municípios da região. “A paralisação irá colocar em risco a vida de aproximadamente 200 mil pessoas que necessitam deste atendimento”, considerou Felipe. O secretário-chefe da Casa Civil, Cleber Benvegnú, recebeu a demanda e se comprometeu a tomar as devidas providências, dando retorno ao técnico do SAMU o mais breve possível.

O prefeito de Seberi, Cleiton Bonadiman salienta que a conta tem ficado pesada para o município. “O Samu avançado tem uma grande despesa mensal. Como ele é usado para o transporte, as despesas para locomoção e manutenção são altas. O repasse feito pelo Estado e União é insuficiente para bancar todas as despesas. Já estamos com alguns meses de atraso no salário devido à falta de repasse do Estado. Por isso estamos solicitando um auxílio por parte dos municípios que são atendidos pela unidade. Sabemos das dificuldades de todos os municípios, mas somente Seberi bancar essa diferença que falta fica pesada a conta”, reforçou.

Para a administradora do Hospital Pio XII, que atualmente faz a gestão do serviço, Sonia Devitte, além dos recursos, outros pontos precisam ser melhorados no atendimento do Samu. “Hoje eu aponto três coisas essenciais que precisamos debater: a regulação precisa mudar, o atendimento tem que ser mais ágil; é inadmissível atraso nos repasses; e é essencial essa pactuação dos municípios da região. Não temos hoje um valor total, mas só em folha, o gasto mensal do Samu avançado passa de R$ 100 mil”, argumentou.

A administração do serviço, bem como o poder público e representantes da regional de saúde, devem participar, no dia 8 de maio, de uma audiência com o governo do Estado para tratar sobre a continuidade do serviço.

Matéria publicacada em 29/04/2018
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