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Michel Temer sucumbiu à pressão dos caminhoneiros

..POR CAROLINA BAHIA
..POR CAROLINA BAHIA

Surdo e arrogante, virou refém de uma categoria, levando os brasileiros a uma situação que beira o caos

Sem conseguir grandes avanços, depois de colocar a tropa na rua e endurecer contra os empresários, o presidente Michel Temer abriu mão do controle fiscal e sucumbiu. Em busca de um acordo, ele mesmo anunciou que vai subsidiar o equivalente ao PIS-Cofins e a Cide sobre o diesel, aumentando a possibilidade de desconto na bomba. Outras reivindicações, como a tabela de frete, serão resolvidas por medida provisória. A chamada previsibilidade, defendida pelo ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) desde o início, também foi contemplada. No total, o custo aos cofres públicos deve chegar a R$ 10 bilhões. Mas a política de preços da Petrobras deve ser preservada. O desafio, agora, é convencer os grevistas de que o acordo será cumprido.

Desta vez, o próprio Temer apresentou o pacote de ações e não cantou vitória antes do tempo. Nas ruas de Brasília, as palavras foram recebidas com buzinas e panelaços, uma prova do tamanho do desgaste promovido na última semana. O presidente que já era impopular sai ainda mais enfraquecido de todo esse processo.

O final de semana deixou claro que o governo demorou demais a despertar para a gravidade dos efeitos de uma greve de caminhoneiros apoiados pelas empresas. As filas em frente aos postos de gasolina continuaram, assim como a incerteza sobre os próximos dias. Pressionado pelo desabastecimento, Temer mobilizou seus ministros durante o sábado (26) e o domingo (27), fez cálculos, identificou lideranças. Mas demorou demais. Surdo e arrogante, virou refém de uma categoria, levando os brasileiros a uma situação que beira o caos.

Um movimento que começou sem cores políticas, mas ganhou alguns simpatizantes que beiram ao desatino quando pedem intervenção. Intervenção não resolve crise política ou econômica, pelo contrário. A vacina para um governo sem legitimidade é a eleição. Daqui a cinco meses, e ainda sentindo os efeitos desta crise, o Brasil vai às urnas. Você já sabe o que o seu candidato pensa sobre a política de preços dos combustíveis? O pacote anunciado por Temer vale apenas para o diesel e terá uma alta conta para os cofres públicos, sem falar dos prejuízos provocados pela semana de paralisação. A gasolina continuará pesando no bolso do cidadão. GAÚCHAZH 

Matéria publicacada em 27/05/2018
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