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Professora de Santa Maria é agredida por adolescente em escola

Professora visitava colégio quando sofreu agressões verbais e físicas de um estudante de 14 anos. Luci Duartes, de 59 anos, conhecida como Tia da Moto, registrou boletim de ocorrência na delegacia da Polícia Civil.

vereadora Luci Duartes (PDT), de 59 anos, conhecida como Tia da Moto, foi agredida na manhã desta segunda-feira (4) em uma escola municipal de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul. Ela visitava o colégio municipal Castro Alves quando sofreu agressões verbais e físicas de um adolescente de 14 anos.

De acordo com a prefeitura, Luci é professora do município e coordena o Programa de Combate à Evasão Escolar e Infrequência em Santa Maria, que realiza práticas restaurativas nas instituições. A vereadora relatou que havia ido ao colégio na manhã desta segunda para visitar outros alunos menores, quando o adolescente a viu e começou a ofendê-la.

"Chegamos (na escola), ele estava em uma revolta no corredor, gritando, ofendendo a diretora. De cara quando me viu, me chamou de um palavrão e disse: o que ela veio fazer aqui? Eu não mandei chamar ela".

Luci conta que explicou ao adolescente que não estava na escola por causa dele e pediu para a diretora ligar para a mãe do menino. "Quando ela estava falando com a mãe, ele tomou o telefone da mão da supervisora e entrou na sala onde estávamos com os outros. Aí, parou do meu lado e começou: 'eu estou avisando que eu vou matar ela'.

Depois disso, a vereadora conta que conseguiu pegar o telefone da mão do adolescente e saiu da sala para conseguir falar com a mãe dele.

"Eu não tinha como conversar na frente dos outros alunos, eram oito crianças. Saí para fora e aí foi pior. Ele me cuspiu, me deu soco, me deu pontapé. Eu falei para a mãe: 'vou ligar para a Brigada para acalmar ele. Ela disse: 'liga, liga que eu já estou indo'. Quando ele viu que peguei meu celular pessoal, ele fugiu", explica.

Segundo a vereadora, ela e outro colega tinham conversado com o adolescente na semana passada, quando o estudante aceitou os encaminhamentos e foi colocado em um turno inverso, para ter reforço, aulas de capoeira e artes marciais.

Luci registrou um boletim de ocorrência na delegacia da Polícia Civil. "Eu fiz o BO pelas ameaças que ele fez, perante tudo e todos, ele disse 'vou procurar meus amigos Bala na Cara e vou voltar para matar vocês tudo'. É triste, frustrante, dedicamos 24 horas por dia para tentar dar uma vida diferente para essas crianças, neste caso com o apoio da família, e a gente vê que nós não temos força", desabafa a vereadora.

Mesmo com as ameaças, a professora afirma que não vai desistir do aluno. "Não importa o jeito que ele estiver comigo, em consideração a família, por ser uma criança, vou continuar lutando. Mas, temos que nos proteger. Minha preocupação são com os outros alunos que estão lá dentro, grupo de professores sendo ameaçado, direção sendo ameaçada. Eu vou quando me chamam, elas estão todo dia passando por isso".

A escola informou ao G1 que não vai se pronunciar sobre o assunto. De acordo com a Polícia Civil io caso foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Matéria publicacada em 04/06/2018
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