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TSE apura imagens de eleitores com armas em urnas; atos de vandalismo são registrados

Humberto Jacques de Medeiros, vice-procurador eleitoral, afirmou ao 'Estado' que o tribunal 'avalia' conteúdos postados em redes sociais e espalhados em grupos de WhatsApp; no Paraná, eleitora sujou urna de sangue e destruiu outra

O vice-procurador eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Humberto Jacques de Medeiros, afirmou à reportagem do Estado no início da tarde deste domingo que o tribunal está avaliando imagens e vídeos postados em redes sociais e em grupos de WhatsApp onde internautas aparecem com armas ao lado de urnas eletrônicas, mostrando o voto no candidato Jair Bolsonaro, do PSL. Um eleitor de Roraima foi detido e encaminhado para a Polícia Federal após postar foto da urna para registrar o voto. Em Santa Catarina e no Paraná, eleitores foram presos por destruir urnas.

m uma das imagens, uma arma aparece em cima de uma urna na Escola Estadual Professor Mauricio Brum, em São João do Mereti, interior do Rio de Janeiro. Na outra, um internauta da cidade de Cachoeiro do Sul (RS) postou em sua conta no Twitter a imagem de outro revólver também sobre uma urna eletrônica.

Uma terceira mensagem circulando por grupos de WhatsApp mostra um eleitor digitando os números 1 e 7 e a tecla confirma com um revólver.


Eleitor é preso por postar foto de urna

Um eleitor de Roraima foi preso após postar foto da urna eleitoral para registrar o voto, prática considerada crime e que pode gerar multa e até a prisão do eleitor. Ele foi detido e encaminhado para a sede da Polícia Federal em Roraima.

Na rede social Instagram ele publicou uma foto da tela da urna mostrando o candidato em quem teria votado, e fez manifestação política juntamente com as imagens. De acordo com o Artigo 91 da Lei 9.504, é proibido "portar aparelho de telefonia celular, máquinas fotográficas e filmadoras dentro da cabina de votação".

O registro pode ser considerado "boca-de-urna", punível "com detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período" e multa no valor de R$ 5 mil a R$ 15 mil, de acordo com o Artigo 39 da mesma lei. A pena para quem viola ou tenta violar o sigilo do voto, de acordo com o artigo 312 da Lei nº 4.737 do Código Eleitoral, é de até dois anos de prisão. O Estadão.com

Matéria publicacada em 07/10/2018
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