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Suspeito da morte do menino Enzo de 2 anos é preso pela Brigada Militar em Santa Cruz

A Brigada Militar de Santa Cruz prendeu, na noite desta quinta-feira (6), o suspeito da morte do menino Enzo Gabriel Quintana Dilemburg, de apenas dois anos de idade, em Encruzilhada do Sul. O homem, identificado como Jonatas Gomes de Melo, padrasto da criança, foi encontrado em uma residência de uma familiar, na Rua São Tiago, Loteamento Beckenkamp, após denúncia anônima recebida pela Brigada Militar.

O preso de 32 anos, que teve o mandado de prisão expedido nesta quinta, passou por exames médicos e foi encaminhado, por volta das 22h40min, à Delegacia de Polícia. Ele era procurado desde a morte de Enzo, nesta quarta-feira. O menino faleceu por politraumatismo: a criança teve uma costela fraturada, estava com sinais de esganadura, além de hematomas pelo corpo e rosto

Conforme a delegada Raquel Schneider, a mãe de Enzo relatou que ele já havia agredido Enzo pelo menos uma vez. “Ela relatou que esse fato aconteceu há cerca de três meses. Na ocasião ela também teria sido agredida. O agressor então saiu de casa, mas acabou voltando”, disse.

"Não queria que ele morresse, ele nem chorou", diz padastro em confissão à Polícia Civil

O santa-cruzense Jonatas Gomes de Melo, preso na noite desta quinta-feira (6), confessou ter matado o enteado Enzo Gabriel Quintana Dilemburg, dentro da casa onde morava com a mãe da vítima, em Encruzilhada. A confissão ocorreu durante interrogatório da delegada Raquel Schneider, na Polícia Civil, após o homem ter sido capturado pela Brigada Militar no Loteamento Beckenkamp.

Segundo o relato do indivíduo à polícia, ele chegou em casa, por volta das 2h da madrugada desta quarta, drogado e bêbado. Melo contou que tomou um remédio calmante, dormiu, acordou, bateu na criança e voltou a dormir. Na manhã seguinte, percebeu que a criança estava gelada, acordou a mãe e fugiu. Conforme a delegada, o homem declarou que a intenção não era matar a criança. "Não queria que ele morresse, ele nem chorou", disse o suspeito.

Além disso, o padrasto de Enzo contou que praticou as agressões com as mãos. Hoje, ao ser preso, a BM encontrou Jonatas escondido embaixo de uma cama, na casa de uma familiar, em Santa Cruz. Mesmo com a tentativa de escapar, ele não demonstrou resistência e acabou confessando o homicídio na delegacia. Conforme a delegada Raquel Schneider, Melo demonstrou calma no depoimento e alegou estar sob efeito de remédios.

Relembre o caso

A morte de uma criança de dois anos, identificada como Enzo Gabriel Quintana Dilemburg, revolta a comunidade de Encruzilhada do Sul e intriga a Polícia Civil. Um menino de apenas dois anos chegou ao hospital, na manhã desta quarta-feira (5), com hematomas pelo corpo e rosto. A suspeita de maus-tratos já é investigada. O menino será sepultado nesta quinta-feira (6), em Venâncio Aires.

De acordo com a delegada Raquel Schneider, a mãe da criança relatou que, ao acordar nesta manhã, encontrou o filho já sem vida no berço. Com a ajuda de vizinhos, ela levou o corpo ao hospital, onde os sinais pelo corpo foram constatados. "O depoimento foi confuso, em estado de choque. Testemunhas estão sendo ouvidas e temos já a suspeita de que o padrasto possa ter cometido o delito. Ele está desaparecido", relata.

Segundo a delegada, quando a polícia desvendar a autoria da morte, o responsável será indiciado por homicídio. Segundo o que foi divulgado pelo Jornal do Sudeste, de acordo com uma informação extra oficial sobre a necropsia, feita no Departamento Médico Legal (DML), de Cachoeira do Sul, a causa da morte seria politraumatismo. Enzo teria fraturado uma costela, estava com sinais de possível esganadura e hematomas pelo corpo e rosto. O padrasto do menino é o principal suspeito do crime. Ele sumiu após o ocorrido. portal arauto.com.br

Matéria publicacada em 06/12/2018
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