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Panambi: Confirmação de dois casos da doença eleva nível de alerta contra o mosquito da dengue

A confirmação de dois casos de dengue em Panambi e o grande aumento no número de casos com suspeita da doença elevou o nível de alerta na cidade. O grande volume de chuvas e o calor são aliados do mosquito nesta infestação que, nos anos de 2015 e 2016 deu origem a uma verdadeira epidemia no Município

Tema foi abordado nesta sexta-feira (18) em entrevista com a coordenadora das agentes de endemias, Carla Regina Schimunek, e com a agente de endemias Fernanda Moraes.

Ambas destacaram o papel do cidadão no combate ao mosquito da dengue. As medidas preventivas necessárias, destacaram elas, não podem ser tomadas apenas pelos agentes municipais. “Nosso período de visitas é a cada 60 dias, e o ciclo do mosquito é de 7 dias, e nesse período, se o criadouro não for eliminado, vão ser gerados 8 ciclos do mosquito, e uma fêmea, em 45 dias de vida, deposita 1.500 ovos, o agente, sozinho, não consegue dar conta, a população deve se dar conta que ela é o agente de sua casa”, diz Fernanda.

Resistência, multa e ralos

Não raro, moradores se recusam a receber o agente de endemias. “No meu pátio quem cuida sou eu”, é uma frase ouvida de quando em quando. Carla lembrou que, se esta recusa for mantida, o morador está sujeito a multa de R$ 500,00. Ela explicou, ainda que vizinhos e interessados podem fazer denúncias ao setor de endemias, a partir do telefone geral da Prefeitura, o 3376-9100. O contato também pode ser feito diretamente com a própria Carla, em horário comercial, pelo celular 98419-5915.

Um dos locais muito propícios para a criação do mosquito Aedes Aegypti são os ralos, existentes em diversos locais das residências e pátios. Estes ralos, em muitos casos, não recebem a devida atenção. As profissionais sugerem que os moradores apliquem água sanitária nos ralos, o que previne a instalação do mosquito. A eliminação do foco, depois de instalado, já representa um desafio bem maior.

Carla revelou ainda que, em apenas uma semana, foram retirados 132 tubitos (amostras), todos eles contendo larvas do mosquito da dengue. Muitas coletas deixaram de ser realizadas, como em casos em que uma residência apresenta mais de um foco. Mesmo assim, há um caso em que, em apenas uma residência e pátio, foram colhidas 7 amostras contendo a larva.

Até recentemente, uma das dicas de prevenção era colocar areia nos vasos de plantas. Atualmente, explica Fernanda, a orientação é simplesmente retirar os pratos das plantas, além de colocar cloro e inter tela nas caixas de água. SorrisoFM

Matéria publicacada em 20/01/2019
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