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17 municípios da região em estado de alerta para infestação do Aedes Aegypti

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVs) confirmou, na quinta-feira, 24, um caso de dengue no município de Panambi e na sexta-feira, 1º o segundo em Candido Godói. São os primeiros casos autóctones (doença contraída dentro do Estado) confirmado em 2019 no Rio Grande do Sul. Além desses, outros três casos de dengue também foram confirmados em residentes dos municípios de São Luiz Gonzaga e Sete de Setembro (com dois casos). Esses se referem a residentes no Estado, mas que contraíram a doença em viagens a outras regiões do país.

– O caso em Panambi liga o alerta da nossa região, porque é uma cidade relativamente perto e temos um alto índice de infestação nos municípios da 19ª Coordenadoria Regional de Saúde (19ª CRS). É preciso que a comunidade ajude a eliminar os focos do mosquito para que caso a doença chegue na região, não tenhamos um novo surto de dengue –, reforçou o médico veterinário e coordenador de Vigilância Ambiental da 19ª Coordenadoria Regional de Saúde (19ª CRS), Mauro Dornelles.

O profissional explica que um município é considerado infestado quando se identifica a presença de focos de larvas do Aedes aegypti nas ações de busca ativa ao menos uma vez nos últimos 12 meses e na região de abrangência da coordenadoria, de 26 municípios, 16 estão em estado de alerta com índices de infestação considerados médio e alto.

De acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), 319 cidades gaúchas atendem a esses critérios para serem classificadas como infestadas pelo mosquito. “Isso significa que, caso alguém venha de fora com a doença, nesses municípios pode haver o contágio de mais pessoas, pois temos ali a presença identificada do mosquito transmissor”, disse a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do CEVs, Tani Ranieri, ao alertar que os casos têm ocorrido no Noroeste do RS.

Para o reforço nas ações de controle ao vetor, a secretária da Saúde, Arita Bergmann, anunciou nesta semana o repasse de R$ 2,4 milhões para 232 municípios com risco maior de infestação.

 

Aumento da incidência no verão

Não é de hoje que o índice de infestação, proliferação e circulação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, o Aedes aegypti, acontece no verão, em virtude do aumento da temperatura e chuvas.

A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada do Aedes aegypti. O inseto tem, em média, menos de um centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, na cabeça e no corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, que é onde ele deposita os ovos. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação são de eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto. Entre as medidas, recomenda-se:

Tampar caixas d’água, tonéis e latões;

Guardar garrafas vazias viradas para baixo;

Guardar pneus sob abrigos;

Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia;

Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises;

Manter lixeiras fechadas;

Manter piscinas tratadas o ano inteiro.

Heloise Santi/Folha do Noroeste

Matéria publicacada em 04/02/2019
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